• GeoAmbiental Jr.

É possível viver sem produzir lixo? Entenda o movimento Zero Waste.

Atualizado: 3 de Dez de 2019



O movimento do desperdício zero surgiu a partir da indignação frente a monstruosa quantidade de lixo que a sociedade têm produzido e aos impactos que isso tem tido na saúde humana, na vida dos animais e na saúde do meio ambiente. Dados mostram que em 2018 o Brasil gerou 79 milhões de toneladas de lixo, e essa produção tem avançado em ritmo mais rápido do que a infraestrutura para lidar de maneira adequada com esse resíduo. Alguns dos impactos mais evidentes são a poluição dos rios e oceanos e a dispersão de microplástico até na água que bebemos.

A ideia de não produzir lixo algum pode parecer intimidadora e utópica a princípio, mas as milhares de pessoas vivendo de acordo com esse estilo de vida mostram o contrário.

O conceito de lixo zero é flexível, mas parece ser senso comum que nada deve ser mandado para o aterro sanitário. Para que isso seja alcançado, existe uma série de medidas individuais que podem ser tomadas. De acordo com Bea Johnson, autora do livro “Zero Waste Home: The Ultimate Guide to Simplifying Your Life by Reducing Your Waste”, existe uma pirâmide invertida de ações que devemos tomar a fim de diminuir o impacto que causamos.




No topo da pirâmide, como a ação que mais deve ser feita, está o verbo “rejeitar”. Ele vem em primeiro lugar pois hoje em dia na sociedade capitalista em que vivemos, somos levados a acreditar que precisamos de um número infinito de produtos que na verdade são extremamente supérfluos, ou seja, poderíamos facilmente viver sem. Seguido dele vem o verbo “reduzir” e este por sua vez se aplica às coisas que precisamos porém consumimos mais que o necessário. Abaixo está o verbo “reutilizar” implicando que não é necessário retirar mais matéria prima do meio ambiente e que os produtos que estão entre nós não devem considerados lixo. Só então vem o verbo “reciclar”, como um dos últimos recursos, pelo fato da reciclagem ainda ser um método muito falho. Nem todo produto que se diz reciclável acaba de fato sendo reciclado devido a inúmeros motivos, entre eles por ser muito pequeno, por estar agregado a outros materiais e etc. Como outros problemas da reciclagem pode-se ainda citar o fato de ela ser um processo que exige um grande gasto de energia, assim como o fato dos subprodutos gerados por ela muitas vezes acabarem sendo de qualidade inferior ao produto inicial. Por fim, o verbo “compostar” se dirige às sobras orgânicas, que ao serem compostadas voltam para a natureza em forma de nutrientes. Se estivessem no aterro sanitário, essas mesmas sobras sofreriam uma decomposição anaeróbica na qual o metano, gás agravante do efeito estufa, seria gerado.

Mas como escolher não produzir lixo se praticamente tudo que consumimos vêm em embalagens? As referências no assunto encontraram diversas alternativas para os dilemas que passavam em sua rotina. Fazer compras em lojas a granel levando seus próprios recipientes, produzir seus próprios produtos de higiene pessoal, beleza e limpeza a partir de ingredientes simples e naturais, e, passar a comprar em feiras são algumas das atitudes que elas adotaram.

Existem diversas pessoas adeptas desse movimento que usam a internet para disseminar essa ideia, mostrando como no dia a dia não é tão complicado fazer mudanças para se viver uma vida mais sustentável, e provendo ferramentas e dicas pra pessoas que, como elas, querem diminuir a quantidade de lixo que produzem. Acompanhá-las nas redes sociais é um bom jeito de se aprofundar mais no assunto e perceber o quão acessível essa realidade é. Lauren Singer (@trashisfortossers), Bea Johnson (@zerowastehome) e Auri Jackson (@aurijackson) são estrangeiras criadoras de conteúdo acerca desse movimento, enquanto Karin Rodrigues (@por_favor_menos_lixo), Cristal Muniz (@umavidasemlixo) e Marina Maia (@marinasimplifica) são algumas das representantes brasileiras.

“Eu quero ser lembrada pelas coisas que fiz enquanto estava nesse planeta, e não pelo lixo que deixei pra trás” - SINGER, Lauren.


Autora: Giuliana Costa.



FONTES:

ESTADÃO. Produção de lixo no Brasil cresce mais que a capacidade para lidar com os resíduos. Disponível em: https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,producao-de-lixo-no-brasil-cresce-mais-que-capacidade-para-lidar-com-residuos,70003081487. Acesso em: 01 dez. 2019.

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