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Bioma da Mata Atlântica

O bioma da Mata Atlântica originalmente ocupava uma área de 1,3 milhões de km², grande parte presente na costa do país, em 17 estados brasileiros, e em mais de 3.400 municípios, representando cerca de 15% do território nacional. É uma das regiões do mundo mais rica em biodiversidade e fornece diversos serviços ecossistêmicos que são essenciais para o homem.

Cerca de 72% da população brasileira está localizada nesse bioma (IBGE, 2014), que abriga três dos maiores centros urbanos do continente sul americano e concentra 70% do PIB. Com isso, o bioma acabou sendo muito degradado e, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), restam cerca de 29% de sua cobertura original, porém segundo o Instituto Brasileiro de Florestas, o que resta atualmente do bioma da Mata Atlântica é 102.012 km², que representa 7,91% da área original. Entre 1990 e 1995, cerca de 500.317 hectares foram desmatados. É a segunda floresta mais ameaçada de extinção do mundo. Este ritmo de desmatamento é 2,5 vezes superior ao encontrado na Amazônia no mesmo período.

Mas mesmo assim, estima-se que existam cerca de 20 mil espécies vegetais, (aproximadamente 35% das espécies existentes no Brasil), incluindo diversas espécies endêmicas (que são exclusivas daquela região) e ameaçadas de extinção. Em relação a fauna, o bioma abriga, aproximadamente, 850 espécies de aves, 30 de anfíbios, 200 de répteis, 270 de mamíferos e 350 de peixes. Essa riqueza é maior que a de alguns continentes, como exemplo podemos falar da Europa, que possui apenas 12,5 mil espécies vegetais, esse é um dos motivos para que a Mata Atlântica seja conservada, recebendo apoio inclusive de outros países para tornar isso possível.

Os ecossistemas que compõem a Mata Atlântica são responsáveis pela produção, regulação e abastecimento de água, regulação e equilíbrio climático, proteção de encostas minimizando desastres, fertilização e proteção do solo, produção de alimentos, madeira, fibras, óleos e remédios, além de proporcionar paisagens cênicas e preservar um patrimônio histórico e cultural imenso. A qualidade de vida da população depende da preservação do que resta da Mata Atlântica.

A Constituição Federal de 1988 coloca a Mata Atlântica como patrimônio nacional, o bioma é protegido pela Lei nº 11.428/2006, conhecida como Lei da Mata Atlântica e possui áreas protegidas em formas de Unidades de Conservação (UCs), Terras Indígenas, Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal que contribuem para proteger as espécies ameaçadas, abrigar populações tradicionais, e garantir o uso sustentável dos recursos naturais. São 119 UCs federais na Mata Atlântica (ICMBio, 2009), 225 UCs estaduais (MMA, 2007), e 619 Reservas Particulares de Patrimônio Natural (Confederação Nacional das RPPNs, 2010), que juntas representam mais de 78 mil km2 de áreas protegidas. Há ainda várias unidades de conservação municipais.

Existe um projeto chamado Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica (projeto Mata Atlântica) que é coordenado pelo MMA, no contexto da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, com apoio financeiro do KfW Banco de Fomento Alemão. Seu objetivo é promover a conservação da biodiversidade e a recuperação da vegetação nativa em três regiões de mosaicos de unidade de conservação da Mata Atlântica, contribuindo para aliviar a mudança do clima.

Os resultados já alcançados, e os que ainda serão alcançados na continuidade do Módulo de Cooperação Financeira, têm um grande potencial de promover impactos positivos na conservação e recuperação da vegetação nativa nas regiões de atuação do projeto e em toda a Mata Atlântica, tornando-se parte de uma estratégia de adaptação à mudança do clima baseada na conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos.

Se você quer descobrir se existe mata atlântica na sua cidade clique aqui.

(18) 3229-5412 

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