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Captação da Água da Chuva

Por que consumir água da chuva?


A superfície terrestre é composta por 70% de água. Essa água tem um ciclo natural, que começa com sua evaporação, formando as nuvens que depois vão retornar para o solo através das chuvas. Porém, de toda água existente no planeta, 97,5% estão nos oceanos e dos 2,5% restantes, 1,5% estão nos pólos (geleiras e icebergs), ficando apenas 1% disponível para nosso consumo, sendo que a maior parte está em leitos subterrâneos, atmosfera, plantas e animais. Atualmente usamos para consumo as águas de nascentes, lagos, rios e extrações de leitos subterrâneos, os aquíferos, entretanto essas águas estão ficando cada vez mais contaminadas devido a poluição .

Em um relatório disponibilizado pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), dois terços da população mundial serão afetadas pela escassez de água potável até 2050, principalmente os países em desenvolvimento, por isso a necessidade de usar a água com mais responsabilidade, evitando desperdícios. Uma das formas de utilizá-la conscientemente é aproveitando a água da chuva para o uso doméstico - em lavagem de pisos, carros, no jardim e até mesmo nas descargas do vaso sanitário - que representam 55% do consumo mensal.

Usufruir a água da chuva representa uma economia de 50% na conta de água, ajuda na contenção de enchentes (toda essa água iria para rios e lagos), diminui o volume de água da chuva no esgoto e seu armazenamento também é importante para os períodos de crise hídrica. Além disso, utilizar a água da chuva também gera o aumento do número de empregos, visto que nos períodos de crise hídrica o número de empresas fornecedoras de equipamentos para a captação praticamente triplicou e com um sistema sustentável instalado no imóvel pode torná-lo cerca de 10% mais valorizado no momento de venda.

Como funciona o processo de captação da água?


O primeiro passo é identificar a área disponível para a captação da água, geralmente é utilizado o telhado por ter uma grande área superficial e uma inclinação favorável, além de não possuir tráfego de pessoas, animais e automóveis, o que é indispensável para manter uma boa qualidade da água. Em seguida é necessário fazer alguns cálculos para identificar qual o volume mínimo que a cisterna (reservatório) deve possuir, utilizando o índice pluviométrico da região, a área total disponível para a captação da água e o consumo médio de água da residência ou empreendimento que pretende fazer o uso dessa água.

Com todos os cálculos prontos, a próxima etapa é definir onde vai ser instalada a cisterna, em geral a cisterna deve estar enterrada com apenas a tampa de inspeção para fora, para ter o mínimo possível de contato com a luz, evitando a proliferação de algas que contaminam a água, porém o custo pode ser muito elevado e nem todos os lugares possuem uma área externa capaz de abrigar uma cisterna desse tipo, sendo assim, outro tipo muito comum são as cisternas verticais, que ocupam uma área muito menor e dependendo da forma como for instalada não tem necessidade de uma bomba de água, aproveitando apenas a força da gravidade.


Como garantir a qualidade da água armazenada?


Para garantir que essa água fique limpa mesmo após longos períodos de armazenamento são necessário alguns cuidados desde o início do seu armazenamento, começando com a instalação de um pré-filtro, onde a matéria orgânica como as folhas de árvores e pequenos troncos vão ficar retidos, evitando a sua decomposição dentro da cisterna, e devido a grande quantidade de matéria que ficará retida, torna-se necessário a limpeza frequente da mesma.

Outro passo importante é a utilização do cloro, o qual dissolvido na água elimina as bactérias e outros microrganismos potencialmente causadores de doenças, mas, vale lembrar que mesmo com todos esse cuidados com a água, ainda não é recomendada para o consumo humano ou de animais de pequeno porte, pois podem conter partículas de poeira, fuligem, sulfato, amônio e nitrato, que estão presentes no ar, nos telhados e até nas calhas por onde a água vai passar.


Autora: Beatriz G. Ziliotto





(18) 3229-5412 

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