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COMO UMA GUERRA OU UMA RETALIAÇÃO GEOPOLÍTICA PODE ACARRETAR O MEIO AMBIENTE?


Poços de petróleo em chamas durante Guerra do Golfo em 1991

Atualmente acompanhamos nos meios de comunicação que os EUA, Reino Unido e a França realizaram ataques no território Sírio, como retaliação ao ditador Bashar al-Assad e o uso de armas químicas contra civis. Também é fato que a região é estratégica para a produção e escoamento de grande parte da produção de petróleo mundial. Abaixo segue texto na íntegra via G1:


“Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França anunciaram na noite desta sexta-feira (13) que lançaram um ataque em conjunto contra estabelecimentos de armas químicas na Síria, em resposta ao suposto ataque químico contra a cidade de Duma no dia 7 de abril. O regime sírio nega o uso de armas químicas, que são proibidas por convenções da ONU.

As forças aéreas e marinhas dos três países lançaram os primeiros ataques por volta das 21h de Washington (22h, no horário de Brasília), durante o pronunciamento do presidente americano Donald Trump na Casa Branca. Os sistemas de defesa da Síria reagiram, atingindo 13 mísseis em Al Kiswah, nos subúrbios de Damasco.

O Pentágono anunciou que três alvos foram atingidos na Síria: um centro de pesquisa e produção de armas químicas e biológicas em Damasco, um armazém de armas químicas em Homs, a leste de Damasco – em que os EUA acreditam que estavam estoques de gás sarin – e uma base na mesma cidade que também teria armas químicas.”


A questão é que os avanços militares com ataques precisos, munições de destruição de alvos e mobilização de forças tem um custo alto, e não apenas em questão monetária. Utilizamos uma passagem do texto “Guerra e Meio Ambiente” de Maurício Andrés Ribeiro:


“O alto impacto ambiental negativo das guerras encontra-se presente em todo o ciclo de vida dos conflitos armados: da extração das matérias primas para a indústria de armamentos, passando pelo uso e aplicação desses equipamentos, até a sua disposição final, constituída pelos resíduos atômicos, químicos e bacteriológicos. Isso sem falar nas consequências funestas dos atos de terrorismo ou nos impactos do uso de armas biológicas nas guerras convencionais como na possível propagação intencional do botulismo, da varíola e do antraz ou no desmatamento ocasionado pelo napalm e outras armas de guerra.

O urânio usado nas balas contamina o ambiente com radioatividade e dissemina o câncer e outras doenças. A contaminação dos rios e a perda de potencial de uso do solo pela disseminação das minas terrestres, que mutilam pessoas e animais, ou o uso da bomba de nêutrons - a chamada "bomba capitalista", porque destrói a população mas preserva o patrimônio material - , são outros exemplos da destrutividade e do potencial de devastação e contaminação ambientais causados pelas atividades bélicas.”


O que não podemos negar é que a guerra moldou a nossa sociedade atual e proporcionou o desenvolvimento da grande maioria das tecnologias que temos no nosso dia a dia. A reflexão que fica é a respeito da influência geopolítica dos combustíveis fósseis, que mobilizou e mobiliza até hoje inúmeras guerras desde o descobrimento do recurso.


O petróleo é imprescindível para a nossa civilização, tudo que temos a respeito da geração de energia, utilizam a queima dos derivados de petróleo ou mecanismos que possuem materiais com mesma origem. Assim como materiais do nosso dia a dia, como combustíveis, pneus, peças em geral, smartphones, notebooks, embalagens plásticas, roupas, dentre outros.


A utilização do recurso não renovável é muito importante para todos, porém causa danos irreversíveis no meio ambiente. Os exemplos são clássicos, derramamentos de óleo, contaminações de solo, água e ar, disposição final deficitária de embalagens plásticas, geração de gases de efeito estufa.


A questão que fica é, “ Será que é viável investir em guerras para consolidação do mercado petroleiro, um recurso não renovável de danos irreversíveis ao ambiente, enquanto tecnologias limpas como energia solar, biomassa e eólica não possuem os mesmos patamares de investimentos financeiros? “



Bibliografias consultadas:

https://g1.globo.com/mundo/noticia/trump-anuncia-ataque-na-siria.ghtml

http://oykosmiguel.blogspot.com.br/2009/03/guerra-e-o-meio-ambiente.html

https://www.theatlantic.com/photo/2016/01/operation-desert-storm-25-years-since-the-first-gulf-war/424191/

(18) 3229-5412 

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