• GeoAmbiental Jr.

Impactos ambientais do processo produtivo de tecidos.

Atualizado: Ago 3

Anúncios em todas as plataformas que usamos diariamente, mudanças de estações e com elas mudanças de coleções, e tendências novas surgindo todos os dias são alguns dos estímulos que recebemos constantemente para que tenhamos cada vez mais vontade de comprar artefatos de vestimenta. Este mercado passou por mudanças expressivas nas últimas décadas: enquanto antigamente era comum que uma peça de roupa mantivesse sua integridade e seu senso de moda, hoje em dia, com o mercado de fast fashion cada vez mais forte, notamos que esses itens se tornaram mais acessíveis e menos duráveis.

Conseguimos pensar, logo de cara, em uma problemática ambiental deste consumo desenfreado, que é a produção de lixo. As roupas que nós não consideramos mais utilizáveis, uma hora ou outra acabam sendo descartadas. Dados indicam que aproximadamente 50 toneladas de roupas são jogadas fora todo ano, e que apenas 20% desse material chega a ser reciclado. O lado, porém, que é comumente ignorado é todo o impacto ambiental que a produção de uma peça de roupa causa antes mesmo de esta ser colocada à venda.

Falar de impactos ambientais da produção de tecidos é difícil justamente por existir uma diversidade muito grande deles hoje em dia. Podemos separá-los entre fibras naturais (algodão e lã), fibras artificiais (viscose, viscose de bambu e liocel/tencel) e fibras sintéticas (poliamida/náilon e o poliéster).

Generalizando, entre os principais impactos negativos da produção das fibras naturais está o uso exacerbado de inseticidas e pesticidas, que comprometem a saúde dos solos e dos corpos d'água, uma grande utilização de energia, e um consumo quase absurdo de água. Na produção do algodão, para que um quilo de fibra seja produzida, são necessários de sete mil a 29 mil litros de água na irrigação.

Já nos principais problemas da cadeia produtiva de fibras artificiais podemos ressaltar os problemas de saúde causados pelo manuseio da soda cáustica e do ácido sulfúrico e a emissão de sulfeto de carbono e gás sulfídrico, ambos tóxicos.

Por fim, as fibras artificiais tem como subproduto do seu processo produtivo o óxido nitroso, um gás que atua no efeito estufa, possui o maior consumo de energia quando comparado com as outras fibras, além da contaminação por microplástico, este acaba se desgarrando das fibras e indo parar nos corpos d'água, e isso acontece também todas as vezes que lavamos esse tipo de tecido na máquina de lavar.

Além de tudo isso, vale ressaltar que ainda existe a etapa de tingimento que é extremamente problemática pois os corantes são estruturas químicas muito diversas, que acabam, na maioria das vezes, desequilibrando o ambiente aquático nos quais eles vão parar devido ao tratamento de efluentes muito falho presente em algumas empresas.

É preciso que ponderemos os prós e contras de cada tecido e que esta conclusão nos influencie na hora de consumir novas peças. No entanto, a melhor coisa a se fazer é prolongar ao máximo a vida das roupas que já possuímos para evitar essas agressões ao meio ambiente que todos processos produtivos apresentam.


(18) 3229-5412 

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