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Importância das aves para recuperação de áreas degradadas

As aves são um dos grupos mais estudados quando o assunto é a preservação ambiental, elas possuem uma adaptação e características únicas entre as espécies, como os seus hábitos alimentares. Elas podem ser frugívoras, granívoras (grãos e sementes), insetívoras, nectarívoras, carnívoras, piscívoras (peixes), necrófagas ou onívoras, sendo assim animais muito importantes para a manutenção do equilíbrio ecológico, já que atuam como dispersoras de sementes, agentes polinizadores, reguladoras de populações de suas presas e ainda como bioindicadores de conservação, pois são bem conhecidas e sensíveis a alterações de seus habitats.

Por terem a capacidade de voar, conseguem se deslocar rapidamente e percorrer grandes distâncias, por isso são muito utilizadas na regeneração de áreas degradadas pois carregam as sementes das árvores para áreas antrópicas, elas são protagonistas em estudos de recuperação de áreas degradadas como pastagens, área de mineração e de barragens, áreas de desmatamento e de reflorestamento com eucalipto.

Aves carnívoras, como as aves de rapina, também exercem um papel fundamental para o equilíbrio ecossistêmico, elas controlam a população de suas presas que em geral são animais pequenos, e assim mantém o equilíbrio das teias tróficas e consequentemente da região que habitam. Sem elas, poderia causar uma superpopulação de presas que afetaria a estrutura da comunidade, impactando na riqueza e abundância de espécies vegetais.

O Brasil está entre os três países com maior diversidade de espécies de aves no mundo, e de acordo com o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO), abrigamos cerca de 1.919, entre elas possuem espécies raras e exclusivas do território brasileiro, como a ararajuba. Mas também possuem espécies com ocorrência irregular, algumas que vem do hemisfério norte, de países a oeste do Brasil e do sul da América do Sul, e passam apenas um ciclo de sua vida no território brasileiro.

Entre as principais espécies encontradas no Brasil temos o Bem-te-vi, Arara-Azul, Tuiuiú, Tucano e o Papagaio. No cerrado, é possível encontrar cerca de 148 espécies que são exclusivas da região e entre alguns dos representantes estão a ema (maior ave brasileira) a seriema, o pavãozinho-do-pará, a coruja-orelhuda, a coruja-da-igreja, arara-canindé e arara-vermelha-grande. Já nas planícies alagadas do Pantanal, o tuiuiú, que tem até três metros de envergadura, é considerado símbolo local.

Já na escala continental, quem se destaca é o beija-flor, que é conhecido por ser a menor ave do mundo, mais especificamente o beija-flor de Cuba (Mellisuga helenae), que possui 5 centímetros de comprimento e possui massa aproximada de 2 gramas. Um dos elementos de maior beleza no beija-flor são suas cores cintilantes. Ao contrário do que muitos imaginam, essas cores não vêm da pigmentação das penas, na verdade elas são resultado de um fenômeno conhecido como iridescência. Tal fenômeno acontece quando as cores do arco-íris são refletidas em uma superfície. Fatores como nível de iluminação, umidade, ângulo de visão e desgastes também podem alterar as cores de um beija-flor.

Uma outra ave que chama muita atenção dos pesquisadores é o pitohui, mas não é pelo seu tamanho, e nem pela sua beleza. O fato curioso sobre esse gênero é que ele é a única ave venenosa no planeta que se têm conhecimento, e já foram descritas seis espécies, sendo três espécies consideradas potencialmente venenosas.

O seu veneno pode ser encontrado nas penas e na pele, o nome desse componente tóxico é Homobatracotoxina (o mesmo encontrado em algumas espécies de sapos), este poderoso alcalóide neurotóxico, tem a capacidade de paralisia inclusive sobre os músculos do coração. Cientistas acreditam que a toxina presente nas aves tenha origem na alimentação, que é composta principalmente por besouros da família Melyridae, pois é a causa da toxicidade dos sapos encontrados na América do Sul e Central, estudos ainda estão sendo realizados.

Essa ave, até o momento, só foi encontrada nas florestas tropicais da Nova Guiné, os nativos chegaram a consumir essa carne mas descobriram que era venenosa, pois causava um adormecimento na boca (como anestesia), e possuía um cheiro e gosto repulsivo.


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