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Série P+L: Soluções para indústrias de produtos para higiene pessoal, perfumaria e cosméticos

Seguindo a nossa série sobre produção mais limpa, hoje apresentaremos algumas soluções para os impactos negativos causado pelas indústrias de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, mas antes de começar, vamos entender o que são esses produtos. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a definição para eles, apresentada em agosto de 2000, é que são preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo nas diversas partes do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral, com objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência e/ou corrigir odores corporais e/ou protegê-los ou ainda mantê-los em bom estado.

O setor tem se revelado um dos mais poderosos do país, com um crescimento médio de 8,2% no período 1999-2004. De uma forma geral, tem havido um considerável aumento de sua competitividade, o que também tem se refletido positivamente em relação ao nível de emprego. Sobre este aspecto, durante o período 1994-2004 houve um crescimento de 140% das oportunidades de trabalho em atividades ligadas a Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, representando um crescimento médio anual de 9,1%. O setor cria atualmente oportunidades de trabalho para mais de 2,6 milhões de pessoas.

Este crescimento pode ser atribuído a diversos fatores, como o aumento da participação da mulher brasileira no mercado de trabalho, a crescente produtividade devido a melhorias tecnológicas e uma maior expectativa de vida, que tem levado a uma preocupação crescente com a aparência e um consequente aumento no consumo desses tipos de produtos. Em 2003 o Brasil ocupava a sétima posição no mercado mundial de produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, estando em quarto lugar em termos de produtos infantis; em quinto em perfumaria e desodorantes; sexto em produtos para cabelo, produtos masculinos e absorventes higiênicos; oitavo em fraldas descartáveis; nono em produtos para o banho e higiene oral; e décimo primeiro em maquiagem e cremes e loções para a pele.

Mas apesar de toda a importância para a economia do país, esse setor impacta diretamente o meio ambiente, prejudicando diversos ecossistemas devido ao seu processo produtivo com a geração de efluentes, uso de produtos tóxicos, e geração de resíduos de embalagens pós-uso.

Por se tratar de um setor sujeito a rápidas inovações e mudanças, além de sensível às pressões de seus consumidores, o processo produtivo de cosméticos é um terreno fértil à experimentação, com substituição de matérias-primas ou insumos perigosos (tóxicos, voláteis, inflamáveis ou irritantes) por outros, atóxicos ou de menor periculosidade. Um exemplo é o de algumas indústrias que têm optado por substituir sanitizantes agressivos (por exemplo, formol) por outros cujo princípio ativo é o ácido peracético, menos danoso.

Grande parte do consumo de água do setor está diretamente relacionada à necessidade de constantes lavagens, à sua utilização como matéria-prima, incorporada a alguns produtos e, em menor escala, aos sistemas de refrigeração ou aquecimento. Uma boa medida para evitar desperdícios é a instalação de medidores de vazão para cada setor da planta, o que ajuda a identificar aqueles mais críticos, além de possíveis vazamentos.

Em relação ao uso de solventes orgânicos utilizados para a limpeza de utensílios, recipientes e equipamentos, pode ser realizada pelo sistema denominado “em contra-corrente”, que funciona da seguinte maneira: os componentes a serem limpos são primeiramente mergulhados no solvente mais sujo, passando depois a um outro tanque com solvente um pouco menos saturado e assim gradativamente, até que o último enxágue da peça seja feito com solvente “limpo”.

De maneira geral, este procedimento minimiza consideravelmente o consumo e o descarte de solvente sujo, visto que apenas a partida mais contaminada é descartada. Os solventes saturados podem ser revendidos para recuperadoras de solventes.

Um outro grande problema está relacionado as embalagens pós-consumo. Uma alternativa para redução desses resíduos é o desenvolvimento de embalagens otimizadas, que são projetadas de modo a consumir o mínimo de material em sua fabricação, necessário para atender às especificações requeridas. Outra alternativa é a ampliação do conceito de refilagem (uso de embalagens “refil”).

Todas as informações do texto foram retiradas da série P+L produzida pela CETESB.


(18) 3229-5412 

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