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O que é a Biodiversidade?

O termo biodiversidade, ou também conhecido como diversidade biológica, representa o grau de variação de vida. Não existe uma definição consensual, porém umas das mais utilizadas é que a biodiversidade é a totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma região. Essa definição engloba os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos, que são diversidade genética, diversidade de espécies e diversidade de ecossistemas, onde o último tipo de diversidade representa o nível mais alto de organização, incluindo todos os níveis de variação desde o genético.

A importância da biodiversidade está na relação direta da influência que exerce no planeta como: proteger e manter os solos, regular o clima, fazer fotossíntese, disponibilizando o oxigênio necessário à respiração e a matéria básica para os alimentos, roupas e medicamentos.

De acordo com o relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) publicado em 1990, a taxa de extinção de insetos por ação humana é de cinco mil espécies por ano. Se continuar nesse ritmo, a taxa de redução da diversidade vai aumentar gradativamente reduzindo a variabilidade genética das espécies vegetais cultivada e selvagens, devido a importância dos insetos polinizadores.

As ações humanas interferem muito na biodiversidade da Terra, e muitas vezes podem nem ser percebidas por ser de uma maneira indireta, que é o que acontece quando se utiliza combustíveis fósseis e principalmente a madeira (lenha) como fonte de energia, e também ao alagar certas regiões para construir represas que serão utilizadas para a geração de energia ou ao mudar o curso do rio para o abastecimento de água. Os impactos de forma direta são os que podem ser observado facilmente.

A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.

A sociedade moderna, principalmente os países ricos, desperdiça grande quantidade de recursos naturais por não ter uma conscientização maior sobre sua importância. A produção elevada de papel, que como consequência tem o desmatamento, a exploração excessiva de algumas espécies como o rinoceronte, que devido ao uso medicinal dos chifres acabou entrando em extinção e a introdução de espécies vegetais e animais em diferentes ecossistemas são alguns exemplos de atitudes que diminuem a biodiversidade disponível.

Um caso bem conhecido é o do governo da Austrália que, em 1935, com a intenção de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar, importou o sapo cururu do Havaí e soltou nas plantações no nordeste do país, porém o animal acabou depredando répteis e anfíbios da região causando uma “catástrofe ecológica” e até os dias atuais, ele é considerado a praga número um do país.

O Brasil, segundo especialistas, é considerado o país da “megadiversidade”, pois aproximadamente 20% das espécies conhecidas no mundo estão aqui, é o país com a maior diversidade de espécies do mundo, que estão espalhadas nos seis biomas terrestres e nos três grandes ecossistemas marinhos. São mais de 103.870 espécies animais e 43.020 espécies vegetais conhecidas no país que estão catalogados e podem ser encontradas no portal biodiversidade.

A grande importância da biodiversidade, justifica os investimentos atribuídos para sua conservação. Que no Brasil devido a diversidade de espécies, incorporou as recomendações da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) e apresenta um relatório anual sobre a situação da biodiversidade brasileira, no Panorama da Biodiversidade Global (Global Biodiversity Outlook – GBO).

A Convenção da Diversidade Biológica é o primeiro instrumento legal para assegurar a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. Mais de 160 países assinaram o acordo, que entrou em vigor em dezembro de 1993. O pontapé inicial para a criação da Convenção ocorreu em junho de 1992, quando o Brasil organizou e sediou uma Conferência das Nações Unidas, a Rio-92, para conciliar os esforços mundiais de proteção do meio ambiente com o desenvolvimento socioeconômico.


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