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Você conhece as infraestruturas verdes?

Segundo o Comunicado sobre a Infraestrutura Verde da Comissão Europeia e outras instituições europeias, essa prática é descrita como um instrumento que permite obter benefícios ecológicos, econômicos e sociais por meio de soluções naturais, que ajudam a compreender as vantagens que a natureza oferece à sociedade e mobiliza investimentos que sustentam e valorizam esses benefícios. Ou seja, é uma rede sustentável que conecta a cidade a elementos naturais buscando a qualidade de vida.

A Infraestrutura Verde parte do princípio de que a proteção e valorização da natureza, dos processos naturais, e os diversos benefícios que a sociedade humana obtém da natureza, estão conscientemente integrados no ordenamento do território e no desenvolvimento territorial.

As infraestruturas verdes podem ser feitas a partir da arborização viária, controle da impermeabilização do solo e drenagem de águas pluviais, revitalização da vegetação nativa, despoluição dos rios, entre outras práticas. Já alguns de seus benefícios são: controle da temperatura, captura de CO2 (dióxido de carbono), diminuição no fenômeno da ilha de calor urbana e a criação de espaços propícios para a preservação da biodiversidade, além de promover atividades de lazer e cultura, podendo gerar empregos locais nas mais diversas áreas. Além de todos esses benefícios, as infraestruturas verdes são frequentemente mais baratas, mais coesas e sustentáveis.

Um grande exemplo bem sucedido dessa prática é o “Parc du Chemin-de-l'Ile”. Localizado em Nanterre, na França, em um terreno marcado por uma forte presença industrial e de vias férreas, o parque tem 145 mil metros quadrados e é parte de uma grande ação de revitalização urbana.

Nesse local a água do rio Sena é purificada passando por sete tipos de piscinas dispostas em cascata, que contém plantas selecionadas de acordo com as particularidades para a despoluição, filtragem e aprimoramento da qualidade da água. Essa água depois é utilizada para manutenção do parque e em hortas comunitárias. Além de criar um espaço propício para atividades culturais, ecológicas e que melhoram a qualidade de vida e o microclima da região.


https://divisare.com/projects/261944-mutabilis-paysage-herve-abbadie-parc-duchemin-de-l-ile

Outro exemplo é riacho Cheonggyecheon, em Seul, que também sofreu uma intensa revitalização urbana que o tornou o maior parque horizontal do mundo, mas antes de receber esse título foi esgoto a céu aberto e também canalizado e escondido por um viaduto por 4 décadas.

Atualmente o espaço é uma agradável área urbana dividida pelo rio, que é possível até nadar, com grande área verde e muito utilizada pela população tanto de dia quanto a noite. O projeto, além de aumentar a qualidade de vida dos moradores de Seul, também estimulou diretamente o comércio em seu entorno e a região vive um crescimento sem precedentes.


Fonte da foto 1 e 2: https://atelie5faufba2017.files.wordpress.com/2017/06/revitalizac3a7c3a3o-do-rio-cheonggyecheon.pdf Foto 3: Alexandre Disaro

A infraestrutura verde já se mostrou, na maioria das vezes, mais vantajosa socialmente, ecologicamente e economicamente que as infraestruturas cinzas, por isso, devem estar em evidência quando falamos em planejamento territorial.




Referencias:


[1] https://www.eea.europa.eu/pt/articles/infraestrutura-verde-viver-melhor-gracas


[2] https://www.upf.br/noticia/infraestrutura-verde--base-de-desenvolvimento-sustentavel


[3] http://www.viveraviagem.com.br/cheonggyecheon/


(18) 3229-5412 

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